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Supremo

há 7 meses

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Moraes vota por condenação de nove réus no "núcleo 3" da trama golpista; general é absolvido

No julgamento da Primeira Turma do STF, o ministro Alexandre de Moraes defendeu punição para acusados de planejar golpe com plano "Punhal Verde e Amarelo", enquanto absolveu general que supostamente incentivou um decreto de ruptura institucional

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (18) pela condenação de nove pessoas acusadas de integrar o chamado “núcleo 3” da trama golpista, em julgamento conduzido pela Primeira Turma da corte. Entre as acusações estão tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa.

Por outro lado, Moraes decidiu absolver o general Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (também chamado de general Theophilo), que havia sido apontado por supostamente estimular o ex-presidente Jair Bolsonaro a assinar um decreto que romperia a ordem constitucional.

Alems

Acusações e plano “Punhal Verde e Amarelo”

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados do núcleo 3 teriam articulado ações violentas para desestabilizar o país, incluindo um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”. Esse plano previa o assassinato de autoridades, como o ministro Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin.

Segundo a denúncia, parte do grupo buscava atrair altos oficiais do Exército para aderir ao golpe, enquanto outros membros estariam envolvidos em campanhas de desinformação sobre o sistema eleitoral.

Voto de Moraes e evidências apresentadas

No seu voto, Moraes afirmou que havia provas concretas de planejamento e execução das ações delineadas no plano “Punhal Verde e Amarelo”. Ele mencionou documentos que apontam para a operação “Copa 2022”, considerada parte da estratégia para o golpe.

Moraes também ressaltou que havia conversas interceptadas por meio de aplicativos e deslocamentos registrados via telefonia celular, indicando presença física de alguns réus em campo para realizar atos violentos.

Entre os réus, dois — o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior — tiveram propostas de condenação por crimes menos graves: incitação à animosidade das Forças Armadas e associação criminosa, segundo o ministro.

Reação institucional e contexto do julgamento

A investigação e o julgamento fazem parte da ação penal nº 2668, que apura a tentativa de golpe após as eleições presidenciais de 2022.

A sessão foi suspensa e deverá ser retomada à tarde, quando outros ministros da Primeira Turma (Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino) registrarão seus votos, abrindo caminho para a definição das penas, caso haja condenações.

Segundo a PGR, as ações atribuídas aos acusados demonstram que não se tratava apenas de planos teóricos, mas de uma estrutura organizada para executar medidas golpistas, com pressão sobre militares e disseminação de fake news para fragilizar instituições democráticas.
 

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