A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto para as eleições de 2026, embora tenha registrado queda em relação ao levantamento anterior, feito em outubro. O estudo revela que Lula aparece à frente em todos os cenários de primeiro turno e também nas simulações de segundo turno, mas com margens mais apertadas frente aos principais adversários.
No cenário principal de primeiro turno, Lula soma 32% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível, aparece com 27%. Ciro Gomes (PSDB) tem 8%, Ratinho Júnior (PSD) surge com 7%, Ronaldo Caiado (União Brasil) com 4%, e Romeu Zema (Novo) com 3%. Outros 6% não souberam responder, e 12% afirmaram que votariam em branco, nulo ou que não pretendem comparecer às urnas.

Quando a disputa é com Michelle Bolsonaro (PL), Lula lidera com 31%, contra 18% da ex-primeira-dama. Ratinho Júnior aparece com 10%, Ciro Gomes com 9%, e Zema e Caiado empatam com 5%. Entre os entrevistados, 5% estão indecisos, e 16% declararam voto em branco ou nulo.
Em cenários com outros nomes, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Eduardo Bolsonaro (PL), o presidente mantém a dianteira. Contra Tarcísio, Lula aparece com 35% das intenções de voto, ante 16% do governador paulista. Já em confronto com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o petista marca 32%, contra 15%.
Nos cenários de primeiro turno testando nomes como Renan Santos (Missão), Lula continua na liderança, variando entre 36% e 39% das intenções de voto, enquanto os adversários permanecem entre 20% e 27%.
Margem menor no segundo turno
O levantamento aponta que Lula ainda venceria em todas as simulações de segundo turno, mas com vantagem reduzida. Em comparação a outubro, o presidente perdeu entre dois e quatro pontos percentuais, o que diminuiu a distância em relação aos rivais.
Contra Jair Bolsonaro, a disputa está tecnicamente empatada: Lula aparece com 42%, e o ex-presidente com 39%. Na pesquisa anterior, o petista tinha 46%, ante 36% do adversário. O mesmo ocorre em confrontos com Ciro Gomes (38% a 33%) e Tarcísio de Freitas (41% a 36%).
Outros cenários também mostram redução da vantagem de Lula: Ratinho Júnior (40% a 35%), Romeu Zema (43% a 36%) e Ronaldo Caiado (42% a 35%). Frente a Michelle Bolsonaro, o petista teria 44%, contra 35% da ex-primeira-dama. A maior diferença segue sendo diante de Renan Santos, com 42% a 25%.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de novembro, de forma presencial. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Michelle tem “a pior notícia do mês”, avalia diretor da Quaest
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, Michelle Bolsonaro foi a candidata que apresentou o pior desempenho entre os nomes da oposição. “Ela, que chegou a empatar tecnicamente com Lula em maio, hoje aparece com 35%, contra 44% do presidente”, afirmou.
A vantagem de Lula sobre Michelle caiu de 12 para 9 pontos, mas ainda dentro da margem de erro. Já contra outros adversários, a queda foi mais significativa:
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Ciro Gomes: de 9 para 5 pontos;
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Tarcísio de Freitas: de 12 para 5;
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Ratinho Júnior: de 13 para 5;
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Romeu Zema: de 15 para 7;
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Ronaldo Caiado: de 15 para 7;
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Eduardo Bolsonaro: de 15 para 10;
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Eduardo Leite: de 23 para 13;
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Renan Santos: diferença de 17 pontos (estreante na pesquisa).
Rejeição entre independentes preocupa a família Bolsonaro
Nunes também destacou a dificuldade da família Bolsonaro em conquistar o eleitorado independente — aqueles que não se identificam nem com Lula nem com Bolsonaro. Segundo ele, Jair, Eduardo e Michelle registram os maiores índices de rejeição entre todos os nomes avaliados, com média de 70% nesse grupo.
“O comportamento dos independentes será determinante em 2026, e a família Bolsonaro enfrenta grandes barreiras nesse público”, afirmou.
Apesar disso, o diretor da Quaest observou que a rejeição a Lula também subiu entre os independentes, passando de 54% em outubro para 64% em novembro — um sinal de maior volatilidade no cenário eleitoral a menos de um ano e meio do pleito presidencial.


