Quinta, 9 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

20°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quinta, 9 Julho 2026

Sem Desconto

há 7 meses

A+ A-

Ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro será monitorado com tornozeleira eletrônica

Operação da PF também envolve ex-presidente do INSS e deputado federal; investigação apura fraudes em benefícios previdenciários

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que mira suspeitas de irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os investigados está o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad, que deverá usar tornozeleira eletrônica por determinação judicial. As informações são da coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

De acordo com fontes ligadas à investigação, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou medidas cautelares contra o ex-ministro, incluindo buscas e apreensões em locais associados a ele. A operação também atingiu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso nesta manhã, e o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), alvo de mandado de busca.

Alems

A ofensiva atinge nomes que ocuparam posições de destaque na estrutura da Previdência Social durante o governo anterior. Stefanutto havia sido afastado da presidência do INSS em abril, pouco depois da descoberta de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, que resultava em cobranças indevidas e reduzia o valor mensal recebido por milhões de beneficiários.

Dados divulgados pelo próprio INSS mostram que 6 milhões de segurados afirmaram não reconhecer os descontos aplicados em seus benefícios. Desse total, 4,8 milhões tiveram as irregularidades confirmadas e estão aptos a receber restituição em parcela única. O prazo para contestação dos valores foi prorrogado pelo governo federal até 14 de fevereiro de 2026.

Nesta etapa, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas em 17 estados e no Distrito Federal.

Entre os crimes investigados estão estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas públicos, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
 

Veja também