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Segurança

há 7 meses

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Zema defende criação de presídio isolado na Amazônia para líderes do PCC e CV

Governador de Minas propõe convênio com El Salvador para transferência de faccionados ao Cecot ou a construção de unidade semelhante no Brasil

O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), declarou nesta quarta-feira (12) que apoia a transferência de integrantes das facções criminosas PCC e Comando Vermelho para o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), em El Salvador. Caso isso não seja possível, ele sugeriu a construção de um presídio de segurança máxima em uma região remota da Amazônia, com o objetivo de isolar esses criminosos. As informações são da coluna do jornalista Paulo Capelli, do Metrópoles.

“Se não for possível isso [transferir faccionados de PCC e CV para El Salvador], acho que nós tínhamos, pelo menos, de construir um Cecot no meio da floresta amazônica, num lugar bem isolado, e falar: ‘Terrorista, membro de organização criminosa, vai ficar aqui agora nesse Cecot brasileiro, sem acesso a nada, totalmente isolado’”, afirmou Zema, em entrevista a Capelli. 

Alems

O governador detalhou a estrutura ideal para a unidade. 

“[Seria] isolado, somente com uma pista de pouso e fortemente armado para qualquer outra aeronave que não autorizada que chegasse ali não ter condição de descer, esse acesso somente aéreo, e segurança máxima. E quem tentasse fugir, com certeza, não iria sobreviver na floresta. Vamos dizer que seria uma Alcatraz da selva, e não do mar.”

Além disso, Zema comentou a possibilidade de firmar um acordo internacional com El Salvador para transferência dos presos.

“Nós poderíamos fazer um convênio internacional com El Salvador. Mandar aqui os faccionados para o Cecot, em El Salvador. Já pensou que beleza nem no Brasil esses criminosos ficarem, serem transferidos para um presídio de segurança máxima num país que está bem distante que nem sinal de celular ele teria?”

O Cecot, localizado em El Salvador, é uma unidade conhecida pela rigidez, com detentos mantidos em celas coletivas, sem direito a visitas, e submetidos a castigos severos, independentemente de serem presos provisórios ou condenados. Zema ressaltou que essa proposta visa combater com rigor as organizações criminosas, dificultando a atuação dessas facções a partir do sistema prisional brasileiro.

Proposta semelhante já foi defendida pelo MBL

A ideia de isolar membros de facções criminosas em presídios de segurança máxima, ou mesmo em locais remotos, como a Amazônia, não é inédita. Renan Santos, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), já havia apresentado uma proposta semelhante, defendendo uma linha dura no combate ao crime organizado. Conhecido por seu discurso contundente, o MBL utiliza o lema “Prendeu, Matou” para expressar a necessidade de medidas rigorosas contra líderes e integrantes de organizações criminosas. 

O movimento - que recentemente teve o registro de seu partido, Missão, aprovado pelo TSE - propõe a adoção de políticas públicas que garantam o encarceramento efetivo e o isolamento total desses indivíduos, como forma de combater a violência e a influência dessas facções dentro e fora dos presídios. Essa postura reflete um endurecimento crescente no debate sobre segurança pública no país, com apoio de setores que defendem ações mais enérgicas contra o crime organizado.
 

Ouça a fala de Romeu Zema:

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