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Ex-presidente

há 8 meses

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STF forma maioria para rejeitar recursos de Jair Bolsonaro e avalia execução de pena

Primeira Turma decide não acolher embargos de declaração, fortalecendo condenação de 27 anos ao ex-presidente; início da prisão permanece condicionado

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo decisivo nesta sexta-feira (7) ao formar maioria pela rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros seis condenados no processo conhecido como “Núcleo 1” da trama golpista. A decisão reforça a condenação original, de 27 anos e 3 meses de prisão, embora a execução da pena ainda dependa da conclusão do julgamento dos recursos.

Decisão e fundamentos

Na sessão virtual da Primeira Turma do STF, os ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram pela rejeição dos embargos, que buscavam esclarecer supostas omissões, contradições ou obscuridades no acórdão de setembro. Com o placar já em 3 a 0, a maioria se forma mesmo antes do voto da ministra Cármen Lúcia — o ministro Luiz Fux não participa mais da turma após sua transferência.

Alems

No voto, Alexandre de Moraes sustentou que “restou amplamente comprovado que os atos antidemocráticos praticados em 8 de janeiro de 2023 consistiram em mais uma etapa delitiva da organização criminosa armada”, rebatendo os argumentos da defesa sobre a dosimetria da pena.

Implicações práticas e próximos passos

Com a rejeição dos embargos, abre-se caminho para a execução da pena por parte de Bolsonaro e dos demais condenados, caso não sejam admitidos novos recursos ou concedidos efeitos suspensivos. Contudo, a decisão final ficará pendente até o encerramento da votação em plenário virtual, marcada para o dia 14 de novembro.

O veredicto original, proferido em 11 de setembro de 2025, considerou provas robustas — como interceptações, documentos e depoimentos — de que Bolsonaro havia liderado um grupo com a finalidade de abalar o Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022. A condenação foi considerada histórica por se tratar da primeira vez que um ex-presidente brasileiro foi sentenciado por tentativa de golpe.

Cumprimento da condenação e regime de prisão

Embora a condenação esteja confirmada, a prisão não será imediata, pois os defensores ainda podem apresentar recursos extraordinários ao próprio STF ou a instâncias internacionais. Além disso, são avaliadas questões de saúde, idade e eventuais pedidos de prisão domiciliar, o que pode alterar o regime inicial de cumprimento.

Local de cumprimento e bastidores

Segundo apuração do repórter Caiã Messina, da Band, integrantes do gabinete do ministro Alexandre de Moraes relataram que há a convicção de que a pena de Jair Bolsonaro seja iniciada no presídio da Papuda, em Brasília.

Moraes recebeu um dossiê da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal sobre o local indicado para o ex-presidente. O documento detalha que Bolsonaro poderia ficar em uma “sala especial”, equipada com frigobar, televisão, mesa, cadeiras e cama — todas de madeira, e não de alvenaria, como nas celas comuns. Fontes afirmaram que “o ministro ficou satisfeito com a acomodação”.

A decisão, no entanto, ainda não foi tomada. De acordo com as mesmas fontes, o encaminhamento final será definido apenas após a análise de todos os recursos e das variáveis apresentadas pela defesa e pelas autoridades do Distrito Federal.
 

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