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política

há 8 meses

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Moraes envia equipe à Papuda e avalia cela especial para possível prisão de Bolsonaro

Inspeção ocorreu em ala destinada a presos vulneráveis; governo do DF pede avaliação médica antes de eventual transferência do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou sua chefe de gabinete, Cristina Kusahara, ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para inspecionar as instalações que podem abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado em 2022.

A visita ocorreu na última semana e contou com a presença da juíza Leila Cury, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. O grupo percorreu três áreas do presídio, com destaque para o PDF 1 (Penitenciária do Distrito Federal nº 1), onde há uma ala de segurança máxima conhecida como Fox, destinada a detentos considerados vulneráveis.

Alems

A área já recebeu presos de notoriedade nacional, como o ex-senador Luiz Estevão e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Segundo fontes do sistema prisional, o setor passa por reformas e substituição de equipamentos sanitários, possivelmente em preparação para novos detentos de alto perfil.

Além da Papuda, a equipe de Moraes também visitou o 19º Batalhão da Polícia Militar, o chamado “Papudinha”, onde o ex-ministro Anderson Torres ficou preso em 2023. O gabinete de Moraes não comentou a inspeção, enquanto o Tribunal de Justiça do DF classificou a visita da magistrada como parte de uma rotina de vistorias.

A definição sobre o local onde Bolsonaro cumprirá a pena está nas mãos de Moraes. Apesar de o ex-presidente ter direito a uma unidade militar, essa hipótese enfrenta resistência do Exército e do próprio STF, que avaliam o risco de tumultos causados por apoiadores.

A Polícia Federal mantém uma cela preparada em sua superintendência em Brasília, enquanto a defesa de Bolsonaro tenta garantir prisão domiciliar, alegando fragilidade de saúde — entre elas, câncer de pele e episódios recorrentes de soluço.

Diante da possibilidade de transferência, o governo do Distrito Federal pediu que Bolsonaro seja submetido a uma avaliação médica antes de qualquer decisão. Em ofício enviado ao STF, o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Souza e Teles, solicitou que uma equipe especializada verifique se o ex-presidente reúne condições clínicas para permanecer no presídio, considerando limitações médicas e alimentares do sistema prisional.

O caso reacende o debate sobre o tratamento a ser dado a autoridades condenadas e reforça o simbolismo de uma eventual prisão de Bolsonaro na Papuda — o mesmo complexo que abriga milhares de presos comuns na capital federal. ( Da Redação)

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