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há 8 meses

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Aprovação de Cláudio Castro alcança 40% após megaoperação no Rio e abre nova frente eleitoral

Levantamento do Datafolha divulgado neste sábado mostra que o governador do Rio de Janeiro atinge seu melhor índice desde 2022 ao mesmo tempo em que sua rejeição também cresce

A administração CláudioCastro (PL) recebeu um impulso de popularidade logo após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e agora atinge seu maior patamar de aprovação em três anos, conforme pesquisa do Datafolha.

Segundo o levantamento, 40% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio consideram o governo “ótimo” ou “bom”. Ao mesmo tempo, 34% avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo” — também um índice recorde para o atual mandato.

Alems

Os demais (23%) o classificam como “regular” — o menor percentual desde o início da série histórica.

Operação e segurança pública

A operação — que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, e ficou marcada como a ação mais letal da história do estado — parece ter sido o gatilho para o aumento na aprovação.

Quando questionados especificamente sobre segurança pública, 37% dos entrevistados classificaram o desempenho do governador como “ótimo” ou “bom”; 25% como “regular” e 37% como “péssimo”.

Além disso, 57% disseram concordar com a afirmação do governador de que a operação foi um sucesso. Enquanto isso, 48% consideraram que a ação foi “muito bem executada”, 24% “mal executada” e 21% “regular”.

Importante destacar que o apoio foi maior fora da capital: nas outras cidades da Região Metropolitana a aprovação chega a 51%, enquanto na cidade do Rio fica em 30%.

Cenário político e impacto para 2026

O movimento de aprovação não ocorre isoladamente. Ele se insere em uma disputa mais ampla de segurança pública que pode antecipar o xadrez eleitoral de 2026.

Com esse cenário, Castro aparece fortalecido, especialmente entre eleitores de Jair Bolsonaro: 67% desses manifestaram aprovação à sua gestão, contra apenas 17% entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva.

A possível antecipação de uma disputa entre eleitorados de segurança ganhou corpo, e o governador do Rio passa a ocupar um protagonismo que pode se refletir na agenda nacional.

Desafios e ressalvas

Apesar do avanço, a elevação simultânea da rejeição — 34% avaliam seu governo como “ruim” ou “péssimo” — representa um alerta para fragilidade de sustentação. O número de indecisos ou quem o classifica como “regular” (23%) está em queda, o que sugere polarização crescente.

Analistas apontam que, embora o resultado reflita um momento de alto impacto — operacionais de segurança com visibilidade, mortes de criminosos — a governabilidade e os resultados de médio prazo ainda dependem de ações concretas nos territórios e na pacificação.

Perspectivas para o futuro

Para manter ou ampliar esse índice, a gestão terá de converter a aprovação em políticas visíveis de segurança, educação e infraestrutura. A popularidade adquirida a partir de uma operação de choque precisa, agora, de sustentação.

Se o engajamento continuar, o governador pode se colocar como peça-chave no tabuleiro nacional de segurança pública. Se não, o recuo será mais evidente do que em outros mandatos recentes, justamente porque o auge foi construído a partir de um momento de crise.

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