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Segurança

há 8 meses

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Riedel alerta contra politização da segurança pública e reforça integração entre estados

Governador de MS destaca que combate às facções exige coordenação entre estados e União, e que políticas públicas também são essenciais

Durante visita à Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) nesta sexta-feira (31), o governador Eduardo Riedel (PP-MS) afirmou que o tema da segurança pública não deve ser transformado em disputa política, apontando que a pauta virou palanque eleitoral para 2026, tanto para a direita quanto para a esquerda.

A declaração ocorre um dia após Riedel se reunir no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, com o governador Cláudio Castro (PL-RJ) e outros líderes estaduais, incluindo governadores de partidos de direita, para discutir o avanço das facções criminosas e a atuação do crime organizado no país.

Alems

Integração como prioridade

Riedel ressaltou que, a curto prazo, o mais importante é a integração entre as inteligências de segurança dos estados e o Governo Federal.

“Eu não tenho problema nenhum com a PEC, e aí a gente não pode politizar essa discussão. Ela virou palanque para 2026, de um lado e de outro, e, na verdade, a gente tem um problema de segurança pública seríssimo no país”, afirmou.

Segundo o governador, facções como Comando Vermelho e PCC atuam diretamente no Mato Grosso do Sul, e o Estado também é rota de drogas e armas. 

“No Presídio Federal há membros de facções, e estão vindo mais. Então, não adianta a gente ficar preso nessa discussão tão somente legislativa e não avançar naquilo que a lei já permite, mas que muitas vezes não é feito. Precisamos aumentar a integração, ampliar a inteligência e apertar o cerco.”

Segurança pública e políticas sociais

Riedel destacou ainda que a questão da segurança não pode ser dissociada das políticas públicas, como educação e geração de emprego, que formam parte de um conjunto de ações voltadas à transformação social. Ele citou o exemplo do Rio de Janeiro, onde comunidades dominadas por criminosos permanecem sem presença do Estado, e comparou com São Paulo, que enfrenta crescentes esquemas de lavagem de dinheiro em áreas nobres.

“Eu não entro nesse debate político. Acho que a gente tem que sentar à mesa, o governo federal e os estados, e poder fazer um plano de integração que está avançando. A PEC tem muitos elementos que ajudam nisso. Abaixo da PEC, há oito leis infraconstitucionais que são fundamentais para essa ação conjunta de estados e União, e que estão tramitando no Congresso Nacional”, completou o governador.

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