O senador Sérgio Moro (União-PR) afirmou que o governo federal demonstra fragilidade no enfrentamento à criminalidade organizada e classificou a atual política de segurança como insuficiente. Em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta quinta-feira (30/10), Moro também criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso, destacando que ela não oferece soluções efetivas para o combate a organizações criminosas.
“Há algumas medidas relevantes na PEC, mas elas estão muito aquém do que seria necessário para enfrentar o crime organizado de forma eficiente”, declarou o senador.
Moro ainda detalhou sua própria proposta para o enfrentamento de facções como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele sugeriu que o governo federal, em parceria com os estados, crie forças-tarefa especializadas para desmantelar líderes e patrimônios das organizações criminosas, realizando operações integradas baseadas em diálogo e planejamento estratégico, em vez de ações isoladas e pontuais.
O senador destacou que não existe solução rápida ou mágica para a criminalidade organizada, apontando que a recente megaoperação no Rio de Janeiro evidencia um cenário de guerra urbana.
“Eventos como esse no Rio mostram que vivemos uma situação quase bélica. Não podemos recuar, mas precisamos avançar com estratégia e responsabilidade”, afirmou.
As críticas de Moro surgem poucos dias após a megaoperação conduzida pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou 121 mortos, incluindo suspeitos de envolvimento com o crime e policiais, além de mais de 100 detidos e 9 feridos, configurando a ação como a mais letal da história do estado.


