O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), viajou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para integrar uma reunião de emergência com diversos governadores brasileiros, convocada após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em mais de 120 mortes.
Durante o encontro, Riedel enfatizou que a segurança pública não pode ser tratada de forma isolada por cada estado, e que é necessário um trabalho integrado, com inteligência e planejamento transversal. “Essa é uma pauta caríssima a todos os brasileiros e brasileiras, que supera questões ideológicas e partidárias”, afirmou em nota oficial divulgada pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
No comunicado divulgado pelo governo estadual, o texto na íntegra é o seguinte:
“O governador Eduardo Riedel atendeu convite para uma reunião de emergência, com demais governadores do país, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (30), por entender que segurança pública não deve ser tratada de forma isolada pelos entes federativos, mas sim de forma integrada, com inteligência e de maneira transversal e planejada.
Essa é uma pauta caríssima a todos os brasileiros e brasileiras, que supera questões ideológicas e partidárias. O número de mortes violentas intencionais no Brasil no último ano passou de 44 mil pessoas.
Um cenário de guerra que cobra de nós, gestores públicos, reflexão, união e ação frente à violência instalada, de variadas formas, por todo país. Precisamos discutir, urgentemente, os problemas reais do Brasil e encontrar soluções que garantam paz ao povo brasileiro.”
A reunião no Rio foi convocada após a operação policial que mobilizou diversos agentes nos complexos da Penha e do Alemão, sob coordenação do governo fluminense, em resposta ao avanço de facções criminosas. Segundo informações da imprensa, o encontro reúne governadores como Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO), Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Leite (PSD-RS) e Mauro Mendes (União-MT).
Para Riedel, a integração entre estados — bem como com os órgãos federais e, em seu entendimento, com o nível de atuação regional — é essencial para enfrentar o cenário de violência atual. Ele argumentou que cada unidade federativa tem realidades específicas e que a centralização excessiva pode enfraquecer o sistema. “Só quem está no Rio sabe como fazer segurança lá, e só quem está em Mato Grosso do Sul sabe como fazer segurança aqui”, declarou em outro evento recente.
A participação de Riedel e de outros governadores reflete a crescente demanda por respostas coordenadas no combate ao crime organizado, sobretudo após a ação que resultou na morte de dezenas de pessoas no Rio. A expectativa é que o encontro resulte em pactos ou declarações conjuntas de cooperação entre os estados envolvidos.


