O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar, possivelmente na quinta-feira (30), o pedido de criação do partido político do Movimento Brasil Livre (MBL), batizado de “Missão”. O processo foi incluído na pauta a pedido do relator, ministro André Mendonça.
O MBL vem articulando a formação de uma sigla própria desde 2023, reunindo assinaturas necessárias para o registro. O TSE validou quase 590 mil apoios, acima do mínimo exigido, e a formalização do partido foi solicitada em julho, logo após a validação das assinaturas.
Aval da PGR e próximos passos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já emitiu parecer favorável à criação da legenda. Para que o “Missão” possa participar das eleições de 2026, o registro precisa ser concluído pelo TSE até seis meses antes do pleito. A aprovação do estatuto e do registro do órgão de direção nacional é condição essencial para a formalização da sigla.
Caso seja confirmada, a nova legenda será o 30º partido do país. A última sigla formada do zero foi o Unidade Popular, em 2019.
Ideologia e planos eleitorais
O estatuto define o Missão como um partido de “caráter liberal”, defensor de um Estado “enxuto e funcional” e de reformas administrativas. O partido planeja lançar candidaturas próprias para cargos no Executivo e Legislativo, incluindo um candidato à presidência da República, e pretende adotar o número 14 nas urnas.
A nova legenda terá direito a recursos do fundo eleitoral, destinados ao financiamento de campanhas nas eleições de 2026.


