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Caarapó

há 8 meses

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Riedel e Tebet classificam invasão de fazenda como crime e pedem responsabilização de envolvidos

Governador e ministra do Planejamento reforçam rigor policial e destacam que ação não reflete políticas públicas voltadas a indígenas

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), qualificaram como crime a invasão registrada no último sábado (25) na Fazenda Ipuitã, em Caarapó. O episódio envolveu incêndio de maquinários, destruição de benfeitorias e furto de animais. Durante agenda em Dourados nesta segunda-feira (27), ambos reafirmaram que as autoridades estão tratando a situação com rigor e buscam responsabilizar os envolvidos.

“Invadir uma propriedade privada, incendiar benfeitorias, levar animais vivos, incendiar maquinário… Isso é uma ação criminosa, e para tratar é a polícia, que está tratando disso com muita veemência”, disse Riedel.

Alems

Simone Tebet reforçou a visão do governador, afirmando que “crime é crime” e que todos os casos devem ser investigados, processados e julgados, sem que alegações sobre outros eventos sirvam de justificativa para atos ilícitos.

“Um crime não justifica o outro... e eu acho que agora está na mão da Justiça. O Governo Federal não é conivente com nenhum tipo de crime”, declarou a ministra.

Conflito em Caarapó

O episódio integra um histórico de disputas territoriais na região, envolvendo comunidades indígenas Guarani-Kaiowá e produtores rurais. Cerca de 50 indígenas da etnia ocupavam a Fazenda Ipuitã, que também é reivindicada como Terra Indígena Guyraroká, alegando que a ação foi motivada pelo sequestro de uma jovem de 17 anos e pela preocupação com intoxicação do território por agrotóxicos.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), os Guarani-Kaiowá ocupam apenas 50 hectares de um total de 11.400 declarados como área indígena, e pelo menos 30 indígenas já haviam deixado a fazenda no sábado. A tensão levou à mobilização de forças de segurança estaduais e federais, incluindo Polícia Militar, Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e Força Nacional.

O Sindicato Rural de Caarapó afirmou que os incidentes “acabam desestimulando quem produz e gera emprego e renda”, enquanto a Assembleia Geral Aty Guasu do Povo Kaiowá e Guarani e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) criticaram tentativas de criminalizar as comunidades indígenas.

Riedel reiterou que a ação foi promovida por um pequeno grupo aliciado por interesses externos, sem relação direta com as políticas públicas voltadas aos povos indígenas.

“Esse pequeno grupo atua sob comando, financiamento e orientação de alguém, e é isso que estamos apurando”, explicou o governador, destacando que a polícia investiga o caso com urgência.

Ouça a fala do governador:

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