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política

há 8 meses

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Racha no MDB aproxima Simone Tebet e Eduardo Rocha do PT em Mato Grosso do Sul

Casal reforça laços com governo Lula em meio à reconfiguração de alianças e à preparação para as eleições de 2026

MDB de Mato Grosso do Sul vive um novo capítulo de divisão interna, marcado pela aproximação da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do ex-secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças petistas no Estado.

O gesto mais recente ocorreu nesta sexta-feira (24), quando o casal participou da entrega de imóveis da União ao governo estadual ao lado de ministros e parlamentares do PT. A presença reforçou a sintonia política de Tebet com o Palácio do Planalto e o movimento de reaproximação com o campo governista, num momento de indefinição dentro do MDB sul-mato-grossense.

Alems

Eduardo Rocha, que deixa oficialmente a Casa Civil na próxima segunda-feira (27), pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Ele afirmou que a saída do cargo tem como objetivo evitar interferências eleitorais na gestão e garantiu que seguirá o rumo político do governador Eduardo Riedel (PP), mesmo que isso signifique uma eventual saída do MDB após 30 anos de filiação.

Enquanto Rocha se organiza para a campanha estadual, Simone Tebet tenta equilibrar sua posição entre o partido e o governo Lula. A ministra nega qualquer mudança partidária e reforça que, se for candidata ao Senado, será pelo MDB e por Mato Grosso do Sul.

Dentro da legenda, entretanto, há resistência à sua postura mais próxima do governo federal. Setores ligados ao ex-governador André Puccinelli criticam a aproximação com o PT e defendem a preservação da identidade histórica do partido no Estado.

A movimentação de Simone e Rocha ocorre em meio à redefinição das alianças que moldarão o cenário político de 2026, com o MDB dividido entre manter distância do Planalto ou consolidar uma atuação mais pragmática junto ao governo Lula.

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