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Declaração

há 8 meses

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Flávio Bolsonaro sugere apoio militar dos EUA no combate ao crime no Brasil

Publicação em rede social gerou críticas e reações de internautas, que questionaram atuação do senador

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu publicamente, nesta quinta-feira (23), a possibilidade de os Estados Unidos realizarem operações militares em território brasileiro. A manifestação foi feita em inglês, ao compartilhar uma publicação do secretário de Guerra norte-americano, Peter Hegseth, que divulgava um ataque dos EUA a uma embarcação suspeita de transportar drogas no Oceano Pacífico.

Alems

Na mensagem, Flávio afirmou “inveja” das ações americanas e sugeriu que operações semelhantes fossem feitas no Rio de Janeiro, citando a Baía de Guanabara como rota de tráfico. Ele perguntou se os EUA não estariam dispostos a “passar alguns meses” atuando ao lado das forças brasileiras no combate ao crime organizado.

O conteúdo repercutiu rapidamente e gerou forte reação nas redes sociais. Diversos usuários criticaram o senador por sugerir atuação de forças estrangeiras no país, afirmando que seu papel deveria ser defender a soberania nacional. Alguns também relembraram que Flávio já empregou pessoas ligadas a milícias durante seu período como deputado estadual no Rio.

A postagem de Hegseth, à qual Flávio reagiu, mostrava imagens de um ataque militar contra um barco com três supostos narcoterroristas, mortos na ação. Assim como em outros episódios recentes na região do Caribe, o governo norte-americano não apresentou provas públicas de que os alvos estivessem envolvidos com tráfico ou terrorismo.

A manifestação do senador ocorre em meio a um contexto internacional sensível, já que seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, também tem feito declarações defendendo a possibilidade de intervenção militar estrangeira caso haja questionamentos sobre a legitimidade das eleições brasileiras de 2026.

"Comentário mal interpretado", diz Flávio

Flávio Bolsonaro esclareceu que seu comentário foi mal interpretado e que não defende ataques no Rio de Janeiro. Segundo ele, a postagem tinha o objetivo de chamar atenção para o combate ao narcotráfico e aos crimes ligados ao tráfico, e não sugeria ações militares dos EUA em solo brasileiro.
 

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