A reunião desta quinta-feira (16) da CPI mista do INSS foi marcada por um confronto verbal entre o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o deputado Alencar Santana (PT-SP). A discussão surgiu em meio à votação de um requerimento que buscava convocar José Ferreira da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi).
O deputado do PT questionou a assinatura do presidente da CPI no requerimento de criação da comissão, sugerindo que Viana não havia apoiado formalmente a instalação da CPI. Viana respondeu afirmando que participava da comissão, mas que a assinatura dele não constava no documento final protocolado pelo Congresso, que foi originalmente apresentado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) em maio e concluído em junho.
Durante o debate, Santana reclamou de interrupções e solicitou revisão do tempo de fala para concluir sua questão de ordem, mas o presidente da CPI manteve a retomada da votação, encerrando a intervenção do deputado. A sessão terminou com a vitória do governo e a rejeição do pedido de convocação de José Ferreira da Silva.
O encontro também teve outro atrito, envolvendo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que discutiram sobre a ordem de fala e fizeram trocas de acusações sobre os motivos da defesa e rejeição do requerimento. A discussão foi finalizada apenas quando o presidente da CPI retomou o controle da sessão.

