Quinta, 9 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

17°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quinta, 9 Julho 2026

Diplomacia

há 8 meses

A+ A-

Na Bahia, Lula afirma acreditar em resolução de impasse com os EUA e reforça relação com a China

Presidente comentou tarifas sobre produtos brasileiros e inaugurou fábrica da montadora chinesa BYD em Camaçari

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (9) que acredita na resolução do impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, em referência à aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros em vigor desde agosto.

Na última segunda-feira, Lula conversou por telefone com o presidente norte-americano Donald Trump, solicitando a revogação das medidas tarifárias. “Não temos preferência por países. O que queremos é manter uma relação civilizada com o mundo, por isso defendemos o multilateralismo. Não concordamos com a decisão dos EUA de taxar produtos brasileiros com base em informações que não correspondiam à realidade”, declarou.

Alems

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também deu continuidade às negociações, mantendo contato telefônico com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Durante a conversa, ficou acordada a realização de uma reunião em Washington, ainda sem data definida.

Lula afirmou ainda que busca manter boas relações com diversos países da região e do mundo, citando China, Argentina, Uruguai e Bolívia. “Acho que nosso problema com os EUA será resolvido. Queremos estar bem com todos os países, sem conflitos desnecessários”, acrescentou.

Fortalecimento da relação com a China
Durante a inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, o presidente destacou a continuidade do fortalecimento das relações com a China. “Eu me considero amigo do presidente Xi Jinping, e tenho certeza de que ele se considera amigo do Brasil. Tratamos nossos países com respeito e queremos ser reconhecidos com decência”, afirmou.

Crítica à derrota no Congresso
Lula também comentou a derrota do governo na Câmara em relação à medida provisória (MP) que aumentaria tributos sobre os mais ricos, a qual perdeu validade antes mesmo de ser votada. A proposta foi retirada da pauta por 251 votos contra 193.

“Ontem foi um dia triste porque uma parte do Congresso Nacional rejeitou a taxação que queríamos implementar sobre os bilionários. Se um trabalhador paga 27,5%, por que os mais ricos não poderiam contribuir com mais?”, questionou. O presidente reforçou que pretende avançar na cobrança de impostos devidos aos mais ricos, afirmando que a população não aceitará a postergação dessa medida.
 

Veja também