O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (9) que cometeu um “lapso de memória” ao mencionar apenas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em seu discurso no plenário, agradecendo pela derrota do governo na derrubada da MP do IOF, que previa aumento de arrecadação. Analistas estimam que a rejeição da medida poderá gerar um rombo próximo de R$ 40 bilhões no próximo ano. As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, do G1.
Em entrevista à Globonews, Sóstenes explicou que deixou de citar outros governadores que também participaram da articulação, como Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), porque seu foco naquele momento foi defender Tarcísio, alvo de um “ataque direto e frontal” do líder do PT, Lindbergh Farias.
O deputado detalhou que a derrubada da MP resultou de uma articulação ampla envolvendo presidentes de partidos e governadores. Ele afirmou que a vitória “não é fruto do trabalho de uma única pessoa” e que seria injusto atribuí-la somente a Tarcísio.
Sóstenes explicou que, pessoalmente, entrou em contato com:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): para consolidar apoio do partido;
- Ratinho Júnior (PSD-PR): para buscar o engajamento do PSD;
- Ciro Nogueira (PP): para solicitar que ajudasse na interlocução com Ronaldo Caiado, de Goiás.
“Os governadores têm influência sobre os deputados federais de seus estados. Por isso, a vitória é fruto de uma articulação ampla entre líderes partidários e governadores”, acrescentou.
Quanto ao motivo de não ter mencionado todos os envolvidos no momento, Sóstenes disse que foi uma reação ao discurso de Lindbergh Farias. “Como fui antecedido pelo líder do PT, que atacou diretamente o governador Tarcísio, meu foco foi defendê-lo naquele instante”, explicou.
Na quarta-feira (8), a MP do IOF nem chegou a ser apreciada no mérito. Antes disso, a maioria dos deputados, liderada por partidos do Centrão, aprovou a retirada do texto da pauta da Câmara.


