A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta-feira (8) a medida provisória que previa aumento de tributos e poderia gerar R$ 20,5 bilhões em arrecadação para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A MP nem chegou a ser votada no mérito: a maioria, liderada por partidos do Centrão, aprovou a retirada do texto da pauta por 251 votos a 193.
A medida visava aumentar impostos sobre aplicações financeiras, fintechs, apostas e títulos atualmente isentos, como LCI e LCA. Após negociações, algumas taxações foram reduzidas ou retiradas, mas o texto ainda enfrentou resistência no Congresso.
O governo agora precisará buscar alternativas para compensar a frustração da receita prevista, incluindo cortes no Orçamento que podem atingir cerca de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares.
O presidente Lula criticou a mistura da votação da MP com questões eleitorais e aliados classificaram a rejeição como uma “sabotagem” política. Para a equipe econômica, a decisão representa um revés no esforço de cumprir a meta fiscal do ano.

