O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, histórico dirigente do PT, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro “não tem condições de cumprir pena em prisão comum” e defendeu que permaneça em prisão domiciliar, comparando-o a Fernando Collor de Mello.
Aos 79 anos, Dirceu anunciou que vai disputar novamente uma vaga de deputado federal por São Paulo em 2026, atendendo a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-ministro disse que pedirá votos como forma de “reparação” pelas prisões que cumpriu durante o mensalão e a Operação Lava Jato.
Dirceu também revelou planos de lançar o segundo volume de sua autobiografia, que abordará o período após sua saída do governo e a Lava Jato. Ele comentou sobre antigos aliados e adversários, destacando Valdemar Costa Neto, do PL, como um político habilidoso, e criticou decisões de Antônio Palocci durante negociações da Lava Jato, reforçando que jamais faria delação premiada.
O ex-ministro relembrou ainda sua atuação na resistência armada à ditadura, período em que precisou permanecer em clandestinidade por anos, adotando identidade falsa para proteger sua família e continuar na luta política. Apesar das controvérsias, Dirceu mantém participação ativa no PT e se prepara para voltar ao cenário político.

