O governo dos Estados Unidos cancelou nesta semana o visto da presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSol), Paula Coradi. A historiadora confirmou a situação nas redes sociais, classificando a medida como uma retaliação política.
“Tive meu visto dos EUA cancelado, em uma clara tentativa de intimidação política. Se pensam que essas ações vão nos calar, estão muito enganados”, afirmou Coradi.
Além dela, outras autoridades brasileiras também tiveram vistos revogados, incluindo Jorge Messias, advogado-geral da União; José Levi, ex-secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Benedito Gonçalves, ex-ministro do TSE; e Airton Vieira, juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Presidente colombiano também teve visto cassado
Não são só as autoridades brasileiras que vêm enfrentando problemas com seus vistos cassados. O governo dos Estados Unidos também adotou medidas semelhantes contra figuras políticas estrangeiras. Recentemente, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, teve seu visto revogado pelo Departamento de Estado americano após sua participação em um ato pró-Palestina em Nova York.
O evento, ocorrido durante a Assembleia Geral da ONU, contou com a presença de líderes internacionais e ativistas que expressaram apoio à causa palestina. Petro, conhecido por suas posições progressistas, fez declarações que, segundo autoridades dos EUA, foram consideradas "impudentes e incendiárias". O governo Trump classificou suas palavras como um incentivo à violência e um risco à segurança nacional.
A decisão de revogar o visto de Petro gerou reações mistas. Enquanto alguns defendem a medida como necessária para proteger os interesses dos EUA, outros a veem como uma tentativa de silenciar vozes dissidentes no cenário internacional. A situação reflete um momento de crescente tensão entre líderes mundiais e a administração Trump, que tem adotado uma postura mais assertiva em relação a figuras políticas estrangeiras que considera adversárias.
Em resposta à revogação de seu visto pelos Estados Unidos, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, qualificou a medida como uma violação das normas internacionais de imunidade diplomática. Petro afirmou que a decisão do governo americano contraria os princípios estabelecidos pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, que garante proteção a representantes de Estados soberanos.
O presidente colombiano ressaltou que sua participação no ato pró-Palestina em Nova York foi uma manifestação legítima de apoio a uma causa internacionalmente reconhecida. Ele também enfatizou que a revogação de seu visto não apenas afeta sua liberdade de expressão, mas também compromete a integridade das relações diplomáticas entre os países.
Petro reiterou que continuará a defender os direitos humanos e a justiça social em nível global, independentemente das ações tomadas por governos estrangeiros. Ele também solicitou apoio da comunidade internacional para garantir que atos como o dos Estados Unidos não se repitam e que os princípios da diplomacia sejam respeitados.
A reação de Petro reflete uma crescente preocupação entre líderes mundiais sobre o uso de medidas unilaterais por parte de potências globais, especialmente quando essas ações afetam a liberdade de expressão e a soberania de outros países.


