A recente filiação de Reinaldo Azambuja ao PL não apenas redesenhou o tabuleiro político em Mato Grosso do Sul, como também expôs fissuras dentro da legenda. Os deputados Marcos Pollon e João Henrique Catan, vozes contrárias à chegada do ex-governador, passaram a enfrentar forte resistência da direção nacional e já são apontados como nomes enfraquecidos para a disputa de 2026.
Desde o ato de filiação, realizado no último domingo, ambos intensificaram ataques a Azambuja e ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, alegando que o PL foi “entregue” ao ex-tucano. A ofensiva, porém, desagradou a cúpula, que reagiu em defesa do novo comandante estadual e sinalizou que quem não aceitar a mudança pode ficar de fora das chapas eleitorais.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Pollon e Catan se tornaram “cartas fora do baralho”. A pressão é para que recuem até a janela partidária de março ou busquem outro caminho político, sob risco de perder espaço e isolar-se dentro do grupo. Enquanto isso, Azambuja assume a tarefa de costurar alianças e consolidar o PL como protagonista nas eleições do próximo ano.

