Durante sua participação no 18º Encontro de Líderes, promovido pela ONG Comunitas, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, falou sobre o cenário eleitoral de 2026 e a posição do partido. Sobre os nomes que podem representar a legenda, Kassab afirmou:
“O PSD tem o seu rumo. Ou é com o governador Tarcísio, o governador Ratinho Júnior ou o Eduardo Leite. Isso é algo que está pacificado dentro do partido e, portanto, vamos aguardar [a decisão do Tarcísio].”
O dirigente também comentou sobre a relação com outras legendas:
“A aliança com outros partidos do centrão ou de outras vertentes sempre é bem-vinda, e, da nossa parte, o PSD está de braços abertos para discutir, pra apoiar ou ser apoiado. Mas vamos aguardar as decisões, em especial a que diz respeito ao governador Tarcísio.”
Kassab comentou ainda o desânimo do governador paulista com a candidatura ao Planalto, após ataques de Eduardo Bolsonaro e a aparição de outros pré-candidatos da direita, como o governador mineiro Zema (Novo). Segundo o presidente do PSD:
“Ele tem dito isso, que não vai sair presidente. E, da nossa parte, tem o nosso respeito, qualquer que seja sua decisão. Estaremos juntos seja na candidatura a governador, seja de presidente da República. Ele tem que fazer suas análises para saber quais são os rumos melhores para sua carreira e para o estado de São Paulo.”
Sobre a capacidade de Tarcísio de unificar a base eleitoral, Kassab afirmou:
“Entendo que o Tarcísio tem grandes chances de unir todos no 1° turno. E caso ele não seja candidato – é uma decisão dele – nós poderemos estar todos juntos no 1° turno, mas poderemos também estar todos juntos no 2° turno.”
O que se pode entender das falas de Kassab
A postura do presidente do PSD reflete uma estratégia clara do seu partido: aguardar a decisão de um aliado-chave antes de consolidar alternativas, mantendo ao mesmo tempo nomes como Ratinho Jr. e Eduardo Leite como opções viáveis. Essa cautela evidencia o pragmatismo do partido, que busca não se comprometer prematuramente e preservar a capacidade de negociação dentro do centrão e em alianças potenciais.
Ao destacar que o PSD está “de braços abertos” para alianças, Kassab sinaliza uma postura conciliadora e estratégica, reforçando que o partido prioriza a relevância eleitoral e a construção de coalizões. Em um cenário em que Tarcísio ainda avalia sua candidatura, essa abordagem evita decisões precipitadas que poderiam prejudicar a competitividade do partido.
A ênfase na possibilidade de unificação em primeiro ou segundo turno revela também uma visão de longo prazo, considerando que o PSD não depende exclusivamente de uma candidatura própria, mas de influência e presença no tabuleiro nacional. Isso demonstra maturidade política, buscando equilibrar ambição e pragmatismo diante de um ambiente eleitoral fragmentado e incerto.


