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Política

há 9 meses

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Ciro Nogueira pede "bom senso" à direita diante de candidaturas da família Bolsonaro

Senador alerta que falta de unidade pode comprometer chance de vitória em 2026 e defende candidatura competitiva de centro-direita

Dias após Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarar que pretende disputar a Presidência da República em 2026, caso seu pai permaneça inelegível, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) fez um apelo público por pragmatismo e unificação da direita.

Em entrevista ao jornal O Globo, Nogueira enfatizou que seu alerta não se limita a Eduardo Bolsonaro, mas a todos os setores do campo político de direita: a fragmentação interna, segundo ele, pode custar a vitória eleitoral. “Já está passando de todos os limites a falta de bom senso na direita, digo aqui a centro-direita, a própria direita e seu extremo. Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”, escreveu em suas redes sociais.

Alems

A fala do ex-ministro da Casa Civil ecoa a percepção de analistas que veem na divisão da direita um risco estratégico. A insistência da família Bolsonaro em manter o protagonismo político, enquanto Eduardo assume discurso de confronto com o Judiciário, cria tensões que dificultam a consolidação de um candidato competitivo capaz de atrair setores moderados e ampliar a base de apoio.

Em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Bolsonaro declarou: “Eu sou, na impossibilidade de Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República; por isso que o sistema corre e se apressa para tentar me condenar em algum colegiado, que seja na Primeira Turma do STF, para tentar me deixar inelegível.” O posicionamento reforça a estratégia da família de manter relevância política e confrontar instituições, mesmo diante de críticas internas à forma como a direita se organiza.

Do outro lado, líderes do centrão trabalham para consolidar nomes alternativos que possam unir o campo de centro-direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Além dele, governadores como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem como pré-candidatos viáveis, reforçando a ideia de que a unidade e o pragmatismo podem ser decisivos para evitar repetir a derrota de 2022.

Analistas favoráveis a uma visão mais estratégica da direita avaliam que a prioridade deve ser formar uma candidatura competitiva, capaz de dialogar com eleitores moderados e evitar que disputas internas prejudiquem a força eleitoral do campo. Para esses observadores, a postura de Nogueira representa justamente um esforço de racionalização e prevenção de fragmentação, mostrando que vencer sem planejamento e conciliação interna será cada vez mais difícil.
 

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