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Política

há 9 meses

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Simone Tebet defende reforma agrária pacificada e uso de áreas da União em MS

Ministra do Planejamento afirma que é possível avançar sem invasões e com soluções legais para proprietários e famílias sem terra

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), propostas para impulsionar a reforma agrária de forma pacífica e organizada no estado.

“Nós temos áreas que são da União que poderiam estar colocando assentados. É importante que nós tenhamos mais assentados produzindo comida para que a comida fique ainda mais barata, para que caia o preço do feijão, do arroz, do hortifruti de grangeiros, do mel, que é tão caro para a população”, afirmou Simone Tebet.

Alems

A ministra também ressaltou a possibilidade de utilizar precatórios como alternativa para regularizar terras: “Nós temos pessoas que têm um pedaço de terra, mas que devem muita União. Aí eles falam assim, eu gostaria de trocar seis por meia dúzia, eu gostaria de entregar minha terra e ficar livre dos cem, cento e cinquenta, duzentos milhões que eu devo para a União. Então, é possível fazer reforma agrária sem entrar na propriedade de ninguém.”

Simone enfatizou que o programa deve seguir as diretrizes do governo federal: “E esta é a determinação do presidente Lula. Nem invasão e muito menos entrar em áreas produtivas. Então, é possível fazer com toda normalidade, mas de novo, desmistificar que seja uma guerra. Não é uma guerra, não é uma briga do agronegócio com a agricultura familiar.”

Ela ainda destacou que o tema não deve ser tratado apenas por partidos de esquerda: “Eu acho que também é importante para isso, uma pessoa de centro como eu, falar sobre esse assunto. Não só a esquerda falar sobre esse assunto, a direita tem que falar sobre esse assunto. A população de centro.”

A ministra afirmou que o avanço da reforma agrária exige diálogo e planejamento: “Então, eu acho que a gente tem como avançar de forma muito pacificada. É um processo longo, requer sentar na mesa, conversar com todos os entes, ver quais são as alternativas e claro, não é da noite para o dia que você assenta 15 mil famílias. Nem os 5 mil que o Paulinho está querendo, mas a gente consegue avançar sim.”

O seminário na ALEMS contou com autoridades locais e representantes de movimentos sociais, reforçando a importância do debate sobre a distribuição de terras de forma legal e sustentável no Mato Grosso do Sul.
 

Ouça a fala da Ministra:

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