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Política

há 9 meses

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Lula critica uso eleitoral da religião e aponta falta de compromisso no Congresso

Presidente participou de entrevista a podcast ligado a evangélicos e reforçou posição sobre o tema

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a religião não deve ser utilizada como ferramenta de disputa política e eleitoral. A declaração foi feita durante participação no podcast Papo de Crente, organizado pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, em uma edição que contou também com a presença da primeira-dama, Janja.

Rejeição ao palanque religioso
Lula destacou que não costuma frequentar igrejas em períodos de campanha justamente para não transformar templos em palanques. Ele afirmou acreditar que a fé não pode ser explorada para conquistar votos, acrescentando que Deus está presente em todos os lugares e que cabe a Ele julgar a verdade ou a mentira nos discursos políticos.

Histórico de aproximação com evangélicos
Apesar das críticas, o petista buscou aproximação com o público evangélico durante a campanha de 2022, quando lançou a Carta Compromisso com os Evangélicos. No documento, Lula defendeu a liberdade religiosa e se posicionou contra o aborto, temas centrais para esse eleitorado. Já no governo, recebeu lideranças religiosas no Palácio do Planalto e incorporou referências a Deus em discursos, em tentativa de diálogo com um grupo que majoritariamente apoiou Jair Bolsonaro.

Comparação com Bolsonaro
Enquanto esteve na Presidência, Bolsonaro marcou presença frequente em eventos religiosos e tinha forte apoio de figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia, aliado próximo que chegou a ser alvo de operações policiais. A relação do ex-presidente com as lideranças evangélicas foi considerada uma das bases de sua sustentação política.

Críticas ao Congresso
Na mesma entrevista, Lula também criticou o perfil do Congresso Nacional, afirmando que a maioria dos deputados não tem compromisso com os trabalhadores. Segundo ele, muitos direitos previstos na Constituição permanecem sem regulamentação por falta de interesse dos parlamentares, que representariam, em grande parte, setores de classe média alta e estariam distantes das necessidades da população.
 

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