O governador Eduardo Riedel (PP) avaliou, em entrevista ao Bom Dia MS e à Morena FM nesta quinta-feira (21), que Mato Grosso do Sul atravessa um momento de reorganização econômica e política sem riscos para a estabilidade da gestão. Ele comentou a missão internacional pela Ásia, a recente filiação ao Progressistas e a saída do PT da base aliada.
Na área econômica, Riedel disse que o Estado está mais confiante após o susto com o “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sobretaxou produtos brasileiros em até 50%. O governador admitiu preocupação com a tilápia, já que 30% da produção sul-mato-grossense tinha como destino o mercado norte-americano, mas ressaltou que novos caminhos estão se abrindo.
“Há um movimento paralelo de reorganização geopolítica do comércio mundial, no qual precisamos nos inserir. Em Singapura e Japão vimos interesse pela nossa proteína de peixe e isso reforça que toda crise pode ser transformada em oportunidade”, afirmou.
Ele destacou ainda que o setor de carne bovina já conseguiu se readequar, a celulose ficou de fora da sobretaxa e a laranja, que vem recebendo grandes investimentos no Estado, também não foi afetada.
Política
No campo político, Riedel minimizou a saída do PT da base governista e a repercussão de sua troca partidária, com a filiação ao Progressistas, oficializada na terça-feira (18) em Brasília.
“O PT definiu a saída da base por motivos deles, e tudo bem. Vou recebê-los para entender as motivações, mas impacto nenhum. A gente continua trabalhando independente, para as pessoas e para o público, com diretriz e monitoramento dos resultados”, disse.
Riedel reforçou que não haverá mudanças em seu secretariado por razões político-partidárias e que a prioridade da gestão permanece em manter equilíbrio fiscal e avançar na atração de investimentos.


