O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, oficializou nesta terça-feira (19), em Brasília, sua filiação ao Partido Progressista (PP). A adesão ao novo partido ocorre durante a convenção nacional da legenda, realizada no auditório Petrônio Portella, no Senado Federal, onde Riedel já assume uma das vice-presidências da Executiva Nacional. A mudança consolida sua aproximação com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o senador Ciro Nogueira, líderes nacionais do partido.
A cerimônia também sela a federação entre o PP e o União Brasil, formando uma nova frente política com forte presença no Congresso e nos estados. Riedel, que rompe oficialmente com o PSDB após quase um ano de articulações, promete encerrar a "novela partidária" iniciada após as eleições de 2022.
"Foi uma decisão amadurecida, construída com diálogo e alinhamento de projeto. O PP representa uma plataforma sólida para os desafios que temos pela frente", declarou o governador.
Despedida tucana
Na véspera da filiação, Riedel participou de uma reunião com o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja e dos deputados federais tucanos Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende. Durante o encontro, ficou selada a saída das duas principais lideranças do PSDB em Mato Grosso do Sul, mas com a promessa de não enfraquecer a estrutura do partido no estado.
"A decisão de sair foi pensada, mas não significa romper com a base construída. Vamos seguir aliados politicamente no estado", afirmou Azambuja.
Azambuja vai ao PL de olho no Senado
Já Reinaldo Azambuja anunciou que deve se filiar ao PL em setembro. O ex-governador deixa o PSDB após três décadas, tendo governado Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022 e atualmente ocupando a presidência estadual da sigla. Seu objetivo agora é disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.
Apesar da saída, Azambuja garantiu que não pretende "esvaziar" o PSDB. "O partido tem musculatura, tem base. Não há interesse em desmobilizar o que foi construído. A conversa com Marconi Perillo foi clara nesse sentido", disse.
PSDB mantém estrutura e foca em 2026
Mesmo sem Riedel e Azambuja, o PSDB pretende manter sua relevância em Mato Grosso do Sul. A sigla ainda detém 44 das 79 prefeituras do estado, 300 vereadores, a maior bancada na Câmara Municipal de Campo Grande e três deputados federais. A direção nacional reforçou que dará suporte integral para que a legenda continue competitiva.
"Vamos garantir aos nossos parlamentares o apoio necessário, inclusive com recursos do fundo eleitoral e estrutura de campanha. O PSDB seguirá forte", afirmou Marconi Perillo.
A expectativa é que a sigla dispute com força as eleições de 2026, com foco na reeleição dos deputados federais e na ampliação da bancada no Congresso.


