Quarta, 8 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

18°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quarta, 8 Julho 2026

PUNIÇÃO

há 10 meses

A+ A-

Pollon alega autismo e Camila Jara nega agressão após tumulto na Câmara

Deputados sul-mato-grossenses estão entre os que podem ser suspensos por até seis meses após ocupação da Mesa Diretora

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) e a deputada Camila Jara (PT-MS) podem ser suspensos por até seis meses após participarem do tumulto que paralisou o plenário da Câmara dos Deputados nos dias 5 e 6 de agosto. O episódio, que envolveu troca de empurrões, ofensas e resistência à desocupação, resultou em pedido de punição contra cinco parlamentares, assinado por PT, PSB e PSOL e encaminhado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Pollon e Camila, também estão na lista Paulo Bilynskyj (PL-SP), Zé Trovão (PL-SC) e Júlia Zanatta (PL-SC). O caso será analisado pelo Conselho de Ética, que poderá aplicar suspensão temporária e advertências.

Alems

A justificativa de Pollon

Em vídeo publicado nas redes sociais, Pollon classificou o pedido de afastamento como injusto e afirmou ser autista. Segundo ele, no momento da confusão não compreendia o que estava acontecendo e, por isso, sentou na cadeira de Hugo Motta na Mesa Diretora.

“Pedi para que Marcel van Hattem me acompanhasse e me orientasse. Havia um combinado para a desocupação que não foi cumprido”, disse.

O parlamentar afirmou ainda que permaneceria no local até obter resposta favorável sobre a anistia de presos pelos atos de 8 de janeiro. Ele defendeu Van Hattem e criticou o que considera uma falta de diálogo da presidência da Casa.

O motim no plenário

A confusão começou quando deputados da oposição exigiram a inclusão, na pauta, de três projetos: anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Sem acordo, um grupo ocupou a Mesa Diretora e impediu o início da sessão. A ação durou mais de 30 horas e terminou após negociações.

Segundo Hugo Motta, a punição terá caráter pedagógico.

“O que aconteceu foi grave. É preciso preservar o funcionamento e o respeito institucional da Câmara”, disse.

Acusação contra Camila Jara

Camila Jara foi acusada por Nikolas Ferreira (PL-MG) de agressão durante o tumulto, mas negou, alegando limitações físicas por tratamento contra câncer de tireoide. Sua assessoria acusa Nikolas de manipular imagens para criar uma narrativa falsa.

Zé Trovão, Júlia Zanatta e Marcel van Hattem também são citados por participação ativa na ocupação. A Mesa Diretora decidiu encaminhar todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para apuração. O Conselho de Ética deve começar a analisar o caso na próxima semana.

Veja também