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Tumulto na Câmara

há 11 meses

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Empurra-empurra entre Camila Jara e Nikolas Ferreira termina em queda e troca de acusações

Confusão ocorreu após o fim da sessão legislativa e foi transmitida ao vivo; deputada nega agressão e denuncia campanha de ódio nas redes sociais

Uma noite marcada por tensão e confusão tomou conta da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6), quando um empurra-empurra entre os deputados federais Camila Jara (PT-MS) e Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou com a queda do parlamentar mineiro. O episódio foi transmitido ao vivo durante a sessão e gerou repercussão imediata nas redes sociais, com acusações de agressão e posicionamentos políticos inflamados.

O tumulto aconteceu ao final da sessão, após o presidente em exercício da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), conseguir negociar com líderes da oposição que ocupavam a Mesa Diretora desde a noite anterior (5), em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Alems

Enquanto Motta encerrava seu pronunciamento, a deputada Camila Jara se aproximava da mesa da presidência. Nikolas Ferreira, que estava logo à frente, ergueu o braço em aplauso e, segundo o relato, seu cotovelo atingiu Camila, que então reagiu com um empurrão. A ação fez o deputado perder o equilíbrio e cair.

Tudo foi registrado

O momento foi gravado pelas câmeras do plenário e está circulando nas redes sociais. Em publicações feitas por parlamentares bolsonaristas, incluindo o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), Nikolas aparece sendo ajudado a se levantar, enquanto Camila se dirige até Hugo Motta.

Nas redes sociais, Nikolas agradeceu à deputada pela “demonstração de quem ela é”, afirmando esperar que a Câmara tome providências sobre o ocorrido.

Camila Jara nega agressão e denuncia perseguição

Em nota oficial, a deputada Camila Jara negou ter dado um soco ou qualquer ato de violência deliberada, como circulou em publicações de apoiadores de Nikolas nas redes. Ela afirma que reagiu “como qualquer mulher reagiria em um tumulto, quando um homem a pressiona contra a multidão”.

“A deputada, com 1,60 metro de altura, 49 quilos e em tratamento contra um câncer, foi injustamente acusada de ter nocauteado o parlamentar com um soco”, diz o comunicado da assessoria.

Camila ainda denunciou uma campanha de ódio e ameaças graves que tem recebido desde a repercussão do episódio. Na manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Legislativa foi acionada para garantir sua segurança. Segundo a assessoria, escolta policial será solicitada também em Mato Grosso do Sul, estado pelo qual a deputada foi eleita.

Segurança reforçada e posicionamento firme

A deputada afirmou que não se deixará intimidar pelas ameaças e que continuará atuando com coragem e diálogo.

“Não serei intimidada pelo ódio dos que desrespeitam a democracia”, declarou.

Camila também criticou o contexto que antecedeu o episódio, classificando como antidemocrática a ocupação da Mesa Diretora por parlamentares que cobravam a votação do projeto de anistia ao ex-presidente. Segundo ela, essa pauta passou por cima de temas mais urgentes à população, como a isenção do Imposto de Renda.

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