Mesmo morando nos Estados Unidos desde fevereiro e com a licença parlamentar encerrada durante o recesso da Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a constar na folha de pagamento da Casa e recebeu salário proporcional a julho. De acordo com o Portal da Transparência, ele recebeu R$ 17 mil brutos, reduzidos a R$ 13.338,69 após os descontos.
Apesar disso, Eduardo não pode movimentar os valores. Desde julho, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), todas as suas contas bancárias e chaves PIX estão bloqueadas, além de ter bens móveis e imóveis indisponibilizados para transações.
Segundo nota da Câmara dos Deputados, o pagamento referente a julho foi realizado antes da chegada da ordem judicial, no dia 24 — três dias após o fechamento da folha. Os próximos salários, porém, estão suspensos por força da decisão de Moraes.
Enquanto isso, o gabinete do deputado segue funcionando normalmente em Brasília. Em julho, Eduardo manteve oito assessores com salários que variam entre R$ 9 mil e R$ 14 mil, totalizando R$ 123 mil em despesas com pessoal — recursos bancados com verba pública. A Câmara informou que, enquanto o deputado mantiver o mandato, não há impedimento legal para o funcionamento do gabinete.
No exterior, Eduardo vem sendo sustentado financeiramente pelo pai. Jair Bolsonaro afirmou ter transferido R$ 2 milhões ao filho, como parte de um suporte familiar. “Lá fora tudo é mais caro. Eu tenho dois netos, ele está lá e eu não quero que ele passe dificuldade. É bastante dinheiro, 350 mil dólares, mas quero o bem-estar dele”, disse Bolsonaro, ao mencionar os recursos arrecadados via Pix por apoiadores em 2023.
O ex-presidente também afirmou que Eduardo não está envolvido em atividades de lobby internacional. Até o momento, o deputado não se manifestou sobre a situação.


