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há 11 meses

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Brasil celebra saída do Mapa da Fome e destaca políticas urbanas de alimentação

Delegação brasileira apresenta na Etiópia estratégias como Alimenta Cidades e AlimentaLAB, que fortalecem sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos nas áreas urbanas

O Brasil reafirmou seu compromisso com a segurança alimentar durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), realizada em Adis Abeba, na Etiópia. No evento, o país celebrou sua saída oficial do Mapa da Fome e apresentou um conjunto de ações voltadas à transformação dos sistemas alimentares, com ênfase em soluções urbanas para garantir o direito à alimentação adequada e saudável.

Representando o Governo Federal, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destacou políticas inovadoras como a Estratégia Alimenta Cidades, o laboratório de inovação AlimentaLAB e o futuro Marco de Políticas Públicas sobre Sistemas Alimentares e Clima, previsto para outubro de 2025.

Alems

O ministro Wellington Dias afirmou que o Brasil está colhendo os frutos de uma política sólida de segurança alimentar, comparando o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) ao do SUS na pandemia:

“Assim como o Sistema Único de Saúde salvou vidas, o Sisan também salvou milhões da fome. Agora, caminhamos para consolidar um modelo que garante soberania alimentar com justiça social”.

Estratégias urbanas para combater a desigualdade alimentar

Durante o painel “Ouvindo os Profissionais: Barreiras e Facilitadores da Transformação dos Sistemas Alimentares”, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, apresentou a Estratégia Alimenta Cidades como resposta ao desafio alimentar nos centros urbanos.

O programa, lançado em 2023 e agora na segunda fase, beneficia 91 municípios e mais de 77 milhões de pessoas, especialmente em regiões com baixa oferta de alimentos frescos, os chamados "desertos alimentares".

A estratégia reúne ações como:

  • Incentivo à agricultura urbana;

  • Compras públicas para a alimentação escolar;

  • Apoio a cozinhas solidárias;

  • Políticas para redução do desperdício de alimentos.

“A transformação alimentar não é apenas técnica, é política. É reconhecer que comer bem é um direito humano fundamental”, afirmou Lilian.

AlimentaLAB e o Marco de Alimentação e Clima

Outra iniciativa destacada foi o AlimentaLAB, um laboratório de inovação que, por meio de chamadas públicas, mapeia e promove soluções eficazes para os sistemas alimentares urbanos, fortalecendo as capacidades dos municípios e incentivando a cooperação internacional, especialmente entre países do Sul Global.

A gerente de projeto do MDS, Márcia Muchagata, anunciou também o lançamento, em outubro, do Marco de Políticas Públicas sobre Sistemas Alimentares e Clima, que busca alinhar as políticas de nutrição com as metas ambientais.

“Esse marco parte de uma visão sistêmica, baseada em evidências científicas, e propõe dois pilares estratégicos: a governança democrática e a coordenação intersetorial, prevenindo conflitos de interesse e valorizando a participação social”, destacou.

Um novo capítulo na luta contra a fome

A participação do Brasil na cúpula foi marcada por reconhecimento internacional e reafirmação do país como referência no combate à fome e na construção de sistemas alimentares sustentáveis. As ações apresentadas priorizam a geração de renda, o apoio à agricultura familiar, a inclusão social e o acesso universal à alimentação saudável.

A saída do Mapa da Fome, consolidada em 2025, representa mais do que uma vitória estatística — é a prova de que políticas públicas consistentes, coordenadas e baseadas em direitos podem transformar realidades e garantir dignidade à população.

(Com informações do Gov/BR.)

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