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JUSTIÇA

há 11 meses

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Réus por plano golpista com vínculo a MS prestam depoimento ao STF

Militares ligados a Mato Grosso do Sul são os últimos réus a depor no processo sobre tentativa de golpe de Estado

Dois oficiais com atuação no Mato Grosso do Sul prestam depoimento hoje no Supremo Tribunal Federal (STF), na última etapa de interrogatórios do processo penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. Eles integram o Núcleo 3, responsável por ações de campo dentro da articulação investigada.

Militares envolvidos

O grupo é formado por dez militares de alta patente, acusados de planejar ataques ao sistema eleitoral e compor uma estratégia de ruptura institucional, inclusive com esquemas contra possíveis opositores. Entre os réus estão:

Alems
  • Coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, que chefiava o Regimento Antônio João, em Bela Vista (MS)

  • Tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavalieri de Medeiros, vinculado ao Comando Militar do Oeste, em Campo Grande

Também compõem o Núcleo 3 os coronéis Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Jr., os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Ronald Ferreira de Araújo Junior, além do agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares e do general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.

Fase final dos interrogatórios

Essa etapa acontece após o encerramento das oitivas das testemunhas de defesa e acusação, concluída na última quarta-feira (23). Os réus serão ouvidos por videoconferência, em ordem alfabética, conduzidos por juízes auxiliares do gabinete do ministro relator, Alexandre de Moraes. As sessões serão transmitidas ao vivo pelo canal oficial do STF no YouTube.

Eles respondem a acusações graves, como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, formação de organização criminosa armada, dano qualificado, grave ameaça ao patrimônio público e depredação de bens tombados.

Próximos passos

Se não houver nova diligência solicitada pelo relator, a fase de instrução será considerada concluída. A Procuradoria-Geral da República (PGR) então apresentará suas alegações finais, seguida da manifestação das defesas. Por fim, o STF iniciará o julgamento. Após a decisão, serão permitidos recursos internos, como embargos de declaração, mas não será possível recorrer a outras instâncias.

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