O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (15) que não é amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas voltou a criticar a investigação brasileira sobre a tentativa de golpe de Estado. Trump classificou o inquérito como uma "caça às bruxas".
“Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo do Brasil, lutou por eles e foi duro comigo em negociações comerciais justamente por defender os interesses do país”, disse o republicano a jornalistas.
Trump destacou que não mantém uma relação próxima com o ex-presidente brasileiro, mas reconhece sua representatividade. “Ele não é exatamente um amigo meu, é alguém que conheço. Mas sei que representa milhões de brasileiros. E os brasileiros são um povo maravilhoso”, afirmou.
Em tom crítico, Trump reforçou sua oposição à investigação. “Ele ama o Brasil e lutou muito pelo país. Agora querem colocá-lo na prisão. Isso é uma caça às bruxas. Acho muito lamentável. Ninguém está feliz com o que está acontecendo porque Bolsonaro era um presidente respeitado”, completou.
PGR pede condenação de Bolsonaro e aliados
As declarações de Trump vieram um dia após a Procuradoria-Geral da República apresentar as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a condenação de Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe.
Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há provas suficientes para responsabilizar o ex-presidente. O pedido também inclui ex-ministros como Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
Agora, as defesas dos acusados devem apresentar suas manifestações. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, só dará início ao julgamento após receber todas as alegações finais.
Com informações da CNN.


