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'NO VERMELHO'

há 11 meses

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Câmara aprova pacote para tirar Prefeitura do vermelho e voltar a investir

Câmara aprova pacote fiscal que pode liberar financiamentos federais para obras e serviços; medidas incluem corte de gastos, controle financeiro e limite de despesas

A Prefeitura de Campo Grande enfrenta uma situação financeira delicada: está classificada com nota “C” no Capag (Capacidade de Pagamento), indicador usado pelo Tesouro Nacional para avaliar a saúde fiscal dos municípios. Essa classificação impede que a Capital obtenha empréstimos com garantia da União, o que dificulta a realização de grandes investimentos em obras e serviços públicos.

Para reverter esse quadro, a Câmara Municipal aprovou, na sessão desta terça-feira (8), um pacote com três projetos enviados pelo Executivo, que estabelecem metas e medidas para equilibrar as contas públicas e garantir o acesso a financiamentos.

Alems

“O Município precisa fazer alguns exercícios de redução fiscal e financeira para poder ter saúde financeira e fazer investimentos para a população”, afirmou o vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Câmara Municipal. “É como se o Município estivesse com o nome sujo, cenário que impede financiamentos. Por isso, é necessário se comprometer com o Governo Federal em algumas metas de redução de custos e economia.”

O que o pacote prevê

  • Aderir ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal: Campo Grande se compromete a ajustar suas contas públicas para retomar o acesso a operações de crédito com aval da União. O programa, previsto na legislação federal, incentiva municípios a adotarem medidas que promovam transparência e controle das finanças.
  • Centralizar a gestão financeira: Será criada uma Conta Única na Secretaria Municipal de Fazenda, reunindo os recursos de todas as secretarias e órgãos vinculados. O objetivo é melhorar o controle financeiro e buscar melhores taxas de juros e rendimentos para o dinheiro público.
  • Limitar o crescimento das despesas: O aumento anual dos gastos da Prefeitura ficará limitado à variação da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Exceções incluem áreas como saúde, educação, precatórios e despesas judiciais.

 “A médio e longo prazo, essas medidas vão possibilitar que a Prefeitura volte a investir em infraestrutura, saúde, educação e outros serviços essenciais para a população”, completou Papy.

A prefeita Adriane Lopes reforça a importância dessas medidas: “São ações necessárias e responsáveis que colocam Campo Grande no caminho do equilíbrio fiscal, permitindo novos investimentos para o bem-estar da nossa população.”

Agora, os projetos serão encaminhados para análise do Tesouro Nacional, que deve emitir parecer em até 30 dias. A expectativa é que, com a aprovação, a cidade consiga recuperar sua capacidade de investimento e destravar financiamentos para obras e melhorias.

Desde o início do ano, a Prefeitura já adotou medidas de contenção de gastos e promoveu uma reforma administrativa que reduziu custos em cerca de R$ 20 milhões.

Outros projetos aprovados

Além do pacote fiscal, os vereadores também aprovaram propostas importantes para a cidade:

  • Instituição da Política Municipal de Atendimento ao Cidadão, com foco em melhorar a qualidade e transparência dos serviços públicos.
  • Criação do Banco de Emprego para a Juventude, para incentivar a entrada de jovens no mercado de trabalho com apoio da Fundação Social do Trabalho (Funsat).
  • Implantação do programa Natal de Luz, que promove a decoração natalina patrocinada em pontos da cidade.
  • Campanha Maio Vermelho, dedicada à conscientização sobre acidentes vasculares cerebrais.
  • Criação do Selo da Agricultura Familiar, para certificar e valorizar os produtos produzidos por agricultores locais.

 

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