A crise da Santa Casa de Campo Grande será investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara Municipal. A medida foi motivada pela falta de resposta do hospital a um requerimento aprovado por unanimidade em março deste ano, em que o vereador Rafael Tavares (PL) solicitava dados sobre a situação financeira e administrativa da unidade.
Com apoio de outros 13 parlamentares, o pedido foi formalizado e tem como objetivo investigar a gestão da Santa Casa nos últimos cinco anos. O documento menciona o déficit acumulado de R$ 256 milhões, o atraso no pagamento de funcionários e o recente pedido de R$ 25 milhões feito ao Governo do Estado.
“Com a CPI, eles serão convocados e terão de responder a todos os questionamentos. Não será mais um favor responder ao Legislativo”, afirmou Tavares nas redes sociais.
Além do autor, assinam o pedido os vereadores André Salineiro, Ana Portela, Dr. Lívio, Fábio Rocha, Flávio Cabo Almi, Professor Juari, Jean Ferreira, Leinha, Wilson Lands, Junior Coringa, Maicon Nogueira, Marquinhos Trad e Neto Santos.
Durante audiência na Câmara, o diretor de Negócios da Santa Casa, João Carlos Marchezan, revelou que o hospital opera com déficit mensal de R\$ 13 milhões, apesar de ser responsável por 40% das internações em Mato Grosso do Sul — número que chega a 70% em Campo Grande para procedimentos de alta complexidade.
Mesmo com decisão do STJ favorável à liberação de R\$ 46 milhões para o hospital, os repasses seguem travados no Tribunal de Justiça de MS, por resistência da prefeita Adriane Lopes (PP).
A CPI buscará responsabilizar gestores, analisar repasses e estrutura da unidade, e apontar soluções diante do possível colapso na saúde pública da capital.


