De olho na eleição de 2026, os deputados federais Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, que atualmente integram o PSDB de Mato Grosso do Sul, articulam a migração para o Republicanos. A movimentação ocorre diante da fusão iminente entre PSDB e Podemos, considerada pelos parlamentares insuficiente para fortalecer a legenda no Estado.
O grupo já teria comunicado a decisão ao governador Eduardo Riedel e ao ex-governador Reinaldo Azambuja, principais lideranças tucanas em Mato Grosso do Sul. Com Riedel se encaminhando para o PP e Azambuja para o PL, o Republicanos surge como a alternativa mais viável ao trio.
A direção nacional do Republicanos, comandada pelo deputado Marcos Pereira (SP), já teria convidado oficialmente os parlamentares. Beto Pereira, inclusive, é cotado para assumir a presidência estadual da sigla, com apoio total para sua reeleição, assim como para Dagoberto e Geraldo.
Em declarações à imprensa, nenhum dos deputados negou a possibilidade de mudança. Beto Pereira confirmou que “é uma possibilidade muito grande”. Já Dagoberto Nogueira aguarda uma definição das lideranças estaduais, e Geraldo Resende afirmou que “nada é impossível na política”.
O movimento pode marcar uma das maiores saídas do PSDB em Mato Grosso do Sul desde a sua criação. A federação entre Republicanos e MDB, que deve ser oficializada em breve, também pesa na escolha dos deputados, que buscam garantir espaço e estrutura partidária para 2026.
Enquanto isso, o PSDB realiza, nesta quinta-feira (5), sua convenção nacional, quando deve formalizar a fusão com o Podemos e decidir sobre a manutenção de seus símbolos históricos, como o tucano, em meio ao cenário de reconfiguração política.


