Em decisão proferida na tarde desta terça-feira (27), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) negou o pedido de cassação dos mandatos da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e da vice-prefeita Camilla Nascimento (Avante). O placar da votação foi de cinco a dois favorável à manutenção dos cargos.
A ação judicial questionava suposta compra de votos durante o último pleito eleitoral. No entanto, a maioria dos magistrados considerou que as provas apresentadas não foram suficientemente contundentes para confirmar a denúncia. Para os cinco juízes e desembargadores que rejeitaram o pedido, não ficou claro que a prefeita e sua vice tiveram envolvimento direto na prática do ilícito eleitoral.
Os votos contrários à cassação foram dados pelos juízes Alexandre Antunes da Silva, Márcio de Ávila Martins Filho, Carlos Alberto de Almeida, e pelos desembargadores Sérgio Fernando Martins e Carlos Eduardo Contar. Já os juízes Vitor Luís de Oliveira Guibo e Fernando Nardon Nielsen discordaram da maioria, argumentando que o processo incluía evidências, como um comprovante de pagamento de R$ 1,2 mil a um indivíduo apontado como responsável pela compra de votos.
Com essa decisão, Adriane Lopes e Camilla Nascimento permanecem no comando da prefeitura da capital sul-mato-grossense, onde cumprirão mandato pelos próximos quatro anos.

