O Progressistas (PP) sinalizou que não aceitará apenas uma filiação simbólica à base do governador Eduardo Riedel (PSDB) e cobrará participação efetiva na chapa majoritária e no futuro governo. A exigência ocorre em meio às articulações políticas para as eleições de 2026, que envolvem também o Partido Liberal (PL) e o União Brasil, com quem o PP formou uma federação, ampliando seu peso político em Mato Grosso do Sul.
Apesar da relação próxima entre a senadora Tereza Cristina, líder do PP no estado, e o grupo tucano, ela foi uma das principais apoiadoras de Riedel na eleição passada , setores da legenda querem ampliar o espaço no governo e não abrem mão de lançar um candidato ao Senado.
A possibilidade de candidatura própria pelo PP já provocou tensão dentro do grupo aliado a Riedel e ao ex-governador Reinaldo Azambuja, que também têm nomes interessados na disputa senatorial. Atualmente, ao menos cinco pré-candidatos estão colocados nesse campo político.
Entre os pré-candidatos do PP ao Senado estão o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, e o secretário municipal de obras, Marcelo Miglioli. A legenda ainda pode receber a filiação do deputado estadual Capitão Contar, que também é apontado como potencial candidato.
Nos bastidores, são cogitados diferentes arranjos: Riedel pode se filiar ao PP ou ao PSD, enquanto Reinaldo Azambuja deve seguir para o PL. Independentemente do destino partidário de Riedel, o PP quer garantir protagonismo, seja com a indicação do vice ou com apoio para a candidatura ao Senado.
Recentemente, Riedel e Tereza Cristina se reuniram na fazenda da senadora para tratar do futuro político e devem retomar o diálogo após a volta de Tereza de uma viagem internacional. As movimentações indicam que, embora a base tucana busque unidade com PL e PP, as negociações serão complexas e precisarão acomodar interesses de diferentes grupos e lideranças.


