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há 1 ano

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TRE-MS adia julgamento que pode cassar mandato de Adriane Lopes após voto do relator por absolvição

Relator votou contra a cassação, mas pedido de vista suspendeu a definição para o dia 27 de maio

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) adiou o julgamento que analisa a possível cassação da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e da vice, Camilla Nascimento (Avante), após pedido de vista do juiz Márcio de Ávila Martins Filho. A análise será retomada na próxima terça-feira, 27 de maio.

A ação foi proposta pelos partidos PDT e Democracia Cristã, que apontam supostas práticas de abuso de poder religioso e compra de votos durante a campanha eleitoral de 2022. A acusação inclui documentos que indicam o uso de transferências via Pix a eleitores em troca de apoio político. Os repasses teriam sido feitos por servidores do gabinete da prefeita, segundo os denunciantes.

O relator do processo, juiz Alexandre Antunes da Silva, votou pela manutenção do mandato, por entender que não há provas suficientes para confirmar a participação direta ou indireta das acusadas nas irregularidades eleitorais. Ele também considerou que os indícios apresentados não teriam impacto capaz de comprometer a legitimidade do resultado das urnas.

O Ministério Público Eleitoral se posicionou apenas em relação à denúncia de compra de votos, sem validar a acusação de abuso de poder religioso. A decisão final dependerá dos votos dos demais membros da Corte Eleitoral.

Em caso de cassação, o presidente da Câmara Municipal, vereador Papy (PSDB), poderá assumir temporariamente a Prefeitura de Campo Grande até a realização de eleições suplementares.

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