A corrida eleitoral para 2026 começa a movimentar o cenário político de Mato Grosso do Sul, com mudanças previstas nos principais partidos estaduais. O ex-governador Reinaldo Azambuja deve deixar o PSDB para se filiar ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto, onde pretende concorrer ao Senado. Por outro lado, o atual governador Eduardo Riedel negocia sua ida para o PP, comandado pela senadora Tereza Cristina, visando disputar a reeleição.
As decisões devem ser confirmadas em uma reunião marcada para esta quarta-feira (21), em Brasília, entre Azambuja, Riedel, Bolsonaro, Costa Neto e o senador Rogério Marinho (PL-RN). Com a filiação ao PL, Azambuja assumirá a presidência estadual da sigla e terá a responsabilidade de organizar o partido nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Espera-se que a maioria dos 44 prefeitos eleitos pelo PSDB migre para o PL e outras legendas aliadas, como PP, União Brasil e Republicanos.
Já Eduardo Riedel deve aproveitar a estrutura do PP, que oferece tempo de rádio e televisão, além de um Fundo Eleitoral significativo para fortalecer sua campanha. O PP integra uma ampla federação que inclui União Brasil, MDB, PSD e Republicanos, formando uma base sólida para o governador buscar a reeleição.
Entre os deputados federais do PSDB sul-mato-grossense, Beto Pereira deve migrar para o PL e tentar a reeleição, enquanto Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende permanecerão no partido, com Nogueira buscando a reeleição e Resende mirando uma vaga no Senado.
Apesar das negociações, Azambuja e Riedel mantêm cautela e afirmam que ainda não definiram seus destinos partidários oficialmente, aguardando a finalização da fusão entre PSDB e Podemos e a formação das federações partidárias que influenciarão suas decisões. (Com inf do Correio)

