Quinta, 9 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

17°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quinta, 9 Julho 2026

política

há 1 ano

A+ A-

Deputado João Henrique propõe lei para proteger propriedades rurais em MS

Projeto visa combater ocupações ilegais, fomentar o empreendedorismo rural e garantir segurança jurídica nas áreas produtivas do estado

Com o aumento das ocupações ilegais de terras em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual João Henrique Catan (PL-MS) apresentou, nesta segunda-feira (29), o Projeto de Lei 100/2025, que cria o Programa Movimento dos Trabalhadores com Terra (MCT). A proposta visa garantir a proteção da posse e da propriedade produtiva, promover o empreendedorismo rural e prevenir novas invasões no campo.

A apresentação do projeto ocorre em meio ao “Abril Vermelho”, período em que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) intensifica suas ações de invasão em propriedades privadas. Em 2023, o Brasil registrou 72 invasões, um aumento de 213% em relação ao ano anterior. No último final de semana, 300 famílias do MST invadiram uma área da empresa JBS Aves, no município de Dourados, mas foram retiradas após operação policial.

Alems

A proposta de João Henrique também inclui a inclusão do mês de abril no calendário oficial do Estado com o nome de “Abril Verde e Amarelo”, com o lema "Por uma terra legal, produtiva e sem invasões". O programa inspirado em iniciativas similares de Santa Catarina propõe a inviolabilidade da propriedade privada e o incentivo ao uso sustentável da terra, além de reforçar a segurança jurídica no meio rural.

Além disso, o projeto sugere a criação do Núcleo Estadual de Inteligência Fundiária e Produtiva, que terá a missão de mapear áreas produtivas e apoiar iniciativas de empreendedorismo rural, promovendo parcerias com órgãos de segurança.

O projeto também estabelece restrições a movimentos e pessoas envolvidas com ocupações ilegais, como o MST, garantindo que apenas aqueles que atuam de acordo com a lei possam acessar os benefícios do programa.

Sem gerar impacto financeiro ao Estado, a proposta está embasada nos princípios constitucionais da função social da propriedade e da legalidade. O projeto segue para análise nas comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, antes de ser votado em plenário.

Veja também