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Política

há 1 ano

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Divisão sobre aliança entre Podemos e PSDB marca cenário político de MS

Em Mato Grosso do Sul, a aproximação entre o PSDB e o Podemos está gerando tensões dentro dos dois partidos, com uma decisão crucial prestes a ser tomada. Na véspera de uma reunião decisiva da cúpula nacional do PSDB, ainda paira uma dúvida sobre como formalizar a união: enquanto os tucanos defendem a incorporação do Podemos, a sigla do ex-senador Alvaro Dias deseja uma fusão, criando uma nova legenda.

A proposta de incorporação, defendida pelo PSDB, tem implicações importantes para os filiados. Caso seja confirmada, os 256 vereadores do partido, assim como os cinco deputados estaduais e três federais, ficariam vinculados ao PSDB até 2028, sem a possibilidade de trocar de sigla. Por outro lado, os membros do Podemos teriam a liberdade de migração imediata para outra sigla. Já se a fusão for o caminho escolhido, todos os filiados dos dois partidos estariam livres para mudar de partido em até 30 dias.

A definição desse modelo é aguardada com atenção, especialmente pelos vereadores, que ficariam presos à sigla sem possibilidade de migração até a próxima janela partidária. A aliança tem repercussões diretas nas lideranças políticas de Mato Grosso do Sul, uma vez que o PSDB é o maior partido do estado e exerce forte influência nas disputas eleitorais locais.

Caso se confirme a incorporação, algumas lideranças tucanas, que já estavam considerando deixar o partido, teriam suas opções limitadas. Eles seriam obrigados a reconsiderar seus planos e se alinhar aos interesses do PSDB, que precisa acomodar seus aliados nas disputas por cargos estaduais e federais, com figuras como Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja ocupando papéis de destaque.

 

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