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Política

há 1 ano

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Fernando Collor tem julgamento suspenso e permanece preso após decisão de Gilmar Mendes

Com 4x0 pela manutenção da prisão, Gilmar Mendes pede destaque e leva caso ao plenário físico; ex-presidente foi condenado a quase 9 anos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Com quatro votos favoráveis à manutenção da prisão do ex-presidente Fernando Collor, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque no julgamento virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo a análise do caso e transferindo a discussão para o plenário físico da Corte.

A sessão virtual, iniciada nesta sexta-feira (25), avaliava a legalidade da prisão preventiva determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que considerou a condenação de Collor a oito anos e dez meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora, revelado pela Operação Lava Jato.

Alems

Até o momento da interrupção, quatro ministros já haviam votado a favor da manutenção da prisão do ex-presidente. Com o pedido de destaque, o julgamento no plenário virtual foi automaticamente interrompido, e a decisão final ficará para uma data ainda a ser definida no plenário presencial.

Com a suspensão, Collor seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal em Maceió (AL), onde foi preso na madrugada desta sexta-feira, quando tentava embarcar para Brasília, alegando que se apresentaria voluntariamente ao STF.

A defesa de Collor manifestou surpresa com a prisão e alegou questões de saúde para solicitar a conversão da pena em regime domiciliar. O julgamento no plenário físico poderá definir se o ex-presidente continuará em regime fechado ou se haverá mudanças no cumprimento da pena.

Entenda a prisão

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, um dos nomes mais controversos da história recente do Brasil, foi preso na madrugada desta sexta-feira (25) em Maceió, Alagoas, enquanto tentava embarcar para Brasília, onde pretendia cumprir voluntariamente uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Collor foi detido no aeroporto e, após ser informado sobre a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi levado à Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana.

A prisão foi determinada após sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo a BR Distribuidora, empresa controlada pelo governo federal. Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão, além de ser multado e obrigado a indenizar a União em R$ 20 milhões.

Segundo a Polícia Federal, Collor não resistiu à prisão. Sua defesa, por sua vez, afirmou ter sido surpreendida pelo mandado, uma vez que o ex-presidente havia manifestado a intenção de se apresentar voluntariamente ao STF. Os advogados também expressaram preocupação com a saúde de Collor, de 75 anos, e cogitam solicitar prisão domiciliar, caso a Corte mantenha a decisão de regime fechado.

 

 

 

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