O Partido dos Trabalhadores (PT) caminha para um rompimento oficial com o governo de Eduardo Riedel (PSDB) em Mato Grosso do Sul. A maioria da bancada estadual já manifestou oposição à permanência na base aliada, após declarações do governador em defesa da anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
A posição do governo causou desconforto entre os parlamentares petistas, que passaram a considerar insustentável a manutenção da aliança. O cenário expõe tensões internas no partido e reacende o debate sobre os limites do pragmatismo político diante de princípios ideológicos.
Apesar da aliança firmada em 2022 — que garantiu ao PT cargos em áreas estratégicas do governo, como subsecretarias e órgãos de assistência técnica — o apoio à gestão vinha sendo questionado por parte da militância e por setores mais à esquerda da legenda. A crise atual apenas acelerou um processo de desgaste que já estava em curso.
Enquanto dois dos três deputados estaduais já se posicionaram pelo rompimento, o terceiro ainda não declarou sua posição, mas enfrenta pressão interna e deve ser decisivo na definição do rumo partidário. A reunião marcada para esta segunda-feira promete oficializar a decisão, com expectativa de que o partido se retire da base governista e adote postura de independência ou oposição. ( Com inf do Investiga MS)

