A crise na saúde de Campo Grande intensificou o debate sobre a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Dois vereadores estão à frente da iniciativa, cada um com um foco distinto. Enquanto Rafael Tavares (PL) busca esclarecer a situação financeira da Santa Casa, principal hospital de Mato Grosso do Sul, Marquinhos Trad (PDT) pretende ampliar a investigação para os gastos da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
A proposta de Marquinhos surgiu após declarações da prefeita Adriane Lopes (PP) sobre a necessidade de uma auditoria na pasta. A principal preocupação está no aumento expressivo dos valores pagos por cirurgias judicializadas, que cresceram significativamente nos últimos anos. O vereador já encaminhou um ofício solicitando informações e pretende oficializar o pedido de CPI após reunir mais elementos.
Paralelamente, Rafael Tavares conseguiu a aprovação de um requerimento que obriga a Santa Casa a fornecer detalhes sobre sua gestão financeira e operacional. O documento solicita informações sobre repasses recebidos, custos operacionais, folha de pagamento, estoque de medicamentos, taxa de ocupação dos leitos e produção hospitalar. A intenção é compreender melhor o impacto da crise no hospital e avaliar a necessidade de uma investigação mais aprofundada.
A Santa Casa atende pacientes de vários municípios e depende de repasses estaduais e federais. A crise na unidade tem provocado sobrecarga em outras unidades de saúde da Capital, agravando o cenário do setor. Os dados coletados a partir do requerimento podem servir de base para um pedido de CPI nos próximos dias.

