Após o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar as denúncias contra Jair Bolsonaro e sete de seus aliados, acusados de participação na tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023, o ex-presidente convocou uma coletiva de imprensa para se defender. Durante a entrevista, Bolsonaro refutou as acusações, qualificando-as como falsas e sem base, e se mostrou indignado com a decisão unânime do STF.
Em seu pronunciamento, o ex-presidente desviou do foco das perguntas e aproveitou para atacar diretamente a Corte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Lula e a imprensa. Bolsonaro afirmou que as alegações sobre a tentativa de golpe eram “inverídicas” e voltou a propagar teorias infundadas sobre o sistema eleitoral, incluindo a recente crítica às urnas eletrônicas. Em um gesto polêmico, ele elogiou o modelo de eleições em papel adotado pela Venezuela, insinuando que o Brasil deveria seguir esse modelo.
O ex-presidente também fez duras críticas ao governo Lula, afirmando que o TSE favoreceu o atual presidente nas eleições de 2022. Bolsonaro usou a coletiva para fazer uma espécie de balanço de seu governo, mas os dados apresentados foram criticados por estarem fora de contexto. Além disso, o ex-presidente tentou associar Lula ao crime organizado, argumentando que sua presença em comunidades carentes foi uma forma de buscar apoio eleitoral.
Embora seja considerado inelegível pelo TSE, Bolsonaro insistiu que está em condições de disputar a presidência novamente em 2026, desafiando a decisão judicial. As críticas se estenderam também aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que ele acusou de conduzir uma investigação “parcial” contra ele.
Sem explicar as evidências que complicam sua defesa, Bolsonaro limitou-se a reiterar que estava fora do país no dia dos ataques de 8 de janeiro, deixando a responsabilidade pela segurança da capital nas mãos do governo de Lula. ( Com inf do G1)

