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Politica

há 1 ano

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Projeto de Sóstenes busca barrar apreensão de passaporte de parlamentares

Deputado do PL propõe lei que exige aprovação da maioria da Câmara ou Senado para medidas cautelares, após pedidos para apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, apresentou nesta quinta-feira, 6, um projeto de lei com o objetivo de impedir a aplicação de medidas cautelares a parlamentares sem a aprovação da maioria da Casa Legislativa. A proposta surge após pedidos para a apreensão do passaporte do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de envolvimento em crimes contra a soberania nacional.

A nova legislação proposta estabelece que medidas como a apreensão de passaportes, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de comunicação com outros investigados devem ser aprovadas pela maioria dos membros da Câmara ou do Senado, conforme o caso, dentro de um prazo de 24 horas. Embora não tenha citado diretamente o nome de Eduardo Bolsonaro, Sóstenes justificou a medida com o argumento de que a "liberdade de locomoção" é um direito essencial da atividade parlamentar, assegurado pela Constituição.

A iniciativa ocorre em meio à crescente controvérsia sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro, que é investigado por supostamente articular ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) com políticos norte-americanos. O deputado, que já se pronunciou nas redes sociais, refutou as acusações, afirmando que suas viagens aos Estados Unidos visam "denunciar os abusos no Brasil". Ele também expressou preocupação com a possibilidade de ter seu passaporte apreendido, sugerindo que há uma conspiração envolvendo o STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o PT.

O projeto de Sóstenes é uma reação aos recentes acontecimentos, como o caso do deputado Zé Trovão (PL-SC), que teve que usar tornozeleira eletrônica em 2023 devido a investigações no inquérito dos atos antidemocráticos. Sóstenes afirmou que a medida contra Eduardo Bolsonaro foi o "cúmulo do absurdo", ressaltando a importância de proteger as prerrogativas dos parlamentares e garantir o equilíbrio entre os Poderes.

A proposta ainda precisa passar por discussões e poderá ser submetida à análise do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para definir sua tramitação.

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