O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar o Brasil como um dos países que impõem tarifas elevadas sobre produtos americanos. Durante um discurso na Flórida, o republicano reforçou sua intenção de ampliar barreiras comerciais para proteger a indústria e os trabalhadores dos EUA, incluindo a possibilidade de novas tarifas sobre importações.
Além do Brasil, Trump mencionou China e Índia como exemplos de nações que, segundo ele, adotam práticas comerciais desleais contra os EUA. “A China é um grande criador de tarifas. Índia, Brasil, tantos, tantos países. Coloque tarifas em países e pessoas estrangeiras que realmente nos querem mal”, declarou o ex-presidente.
A política protecionista sempre esteve no centro da agenda econômica de Trump, que em seu primeiro mandato adotou tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros. Desde sua reeleição em 2024, ele tem reforçado a promessa de medidas de reciprocidade, afirmando que os EUA devem cobrar o mesmo nível de taxação aplicado por outros países.
As declarações de Trump geram preocupações sobre o impacto no comércio internacional, especialmente para o Brasil, que mantém os EUA como um de seus principais parceiros econômicos. Caso as medidas se concretizem, setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria, podem enfrentar novos desafios no mercado americano.


