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Política

há 1 ano

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General Heleno propôs infiltrar Abin em campanhas para monitorar adversários, diz PGR

Denúncia revela plano apresentado a Bolsonaro que envolvia espionagem política e uso de técnicas de influência do Exército

Uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que o general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), teria apresentado um plano ao então presidente Jair Bolsonaro para infiltrar agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em campanhas políticas.

A informação consta na peça acusatória da PGR, que investiga o suposto uso ilegal da estrutura da Abin para fins políticos durante o governo Bolsonaro. Segundo o documento, o plano previa a atuação da agência de inteligência para monitorar adversários e obter informações estratégicas dentro das campanhas eleitorais.

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Além disso, a denúncia aponta que, nesse esquema, unidades do Departamento Psicológico do Exército também teriam sido envolvidas. O objetivo seria usar técnicas avançadas de manipulação e influência para coletar informações sensíveis e favorecer o grupo político do então presidente. A utilização dessas unidades militares sugere uma coordenação mais ampla entre diferentes órgãos do governo para viabilizar o monitoramento político.

A denúncia reforça suspeitas de que a Abin teria sido usada de forma irregular para favorecer interesses políticos do governo Bolsonaro. O caso se soma a outras investigações que miram a instrumentalização de órgãos do Estado para fins eleitorais.

O general Heleno ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações. A defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

A PGR segue investigando o caso e novas diligências podem ser realizadas para aprofundar as denúncias. Caso confirmadas as suspeitas, os envolvidos podem responder por crimes como abuso de poder e improbidade administrativa.

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