A senadora Tereza Cristina (PP-MS) vem ganhando destaque como uma das principais figuras da direita para a corrida presidencial de 2026. Em meio a especulações e discussões sobre o cenário político futuro, Tereza Cristina emerge como uma possível concorrente de peso contra Lula (PT), especialmente após a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, afirmou que o partido "considera totalmente Tereza Cristina como uma opção para 2026", conforme informado pela repórter Júlia Zaremba, da GloboNews. Em resposta, Tereza Cristina mencionou que o debate presidencial ainda é muito recente. "Sabemos que é muito cedo, e sinto-me honrada quando meu nome é mencionado para as eleições de 2026", disse ela. Ela também enfatizou que ninguém é candidato somente de si mesmo, fato previamente confirmado pela senadora.
Em junho deste ano, Nogueira esteve em Campo Grande ao lado de Tereza Cristina durante a filiação da prefeita Adriane Lopes ao partido. Na ocasião, o ex-ministro da Casa Civil criticou o governo atual e insinuou a possibilidade de uma mulher ocupar o cargo de presidente da República. "A falta de liderança do presidente tem levado nosso povo ao desespero. Todos sabem da minha lealdade ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Quero dizer que, caso nosso capitão não possa ou não queira ser presidente da República, talvez seja a hora de termos uma mulher disputando a presidência", afirmou.
Reforçando a posição do presidente nacional do partido, Tereza Cristina destacou o crescimento do Progressistas e expressou a aspiração do partido de se tornar o maior do país. "Seremos o maior partido do Brasil. Um partido de equilíbrio e responsabilidade em relação ao Brasil, abordando questões nacionais importantes", frisou ela. Atualmente, o partido conta com seis senadores e 41 deputados.
Tereza Cristina é cotada para liderar um instituto gerido e financiado por empresários de diversos setores, principalmente do agronegócio. Segundo relatos de Zaremba, o instituto, chamado de "Instituto Campos", deverá ser lançado após o dia 7 de setembro, na zona sul de São Paulo. A senadora afirmou que o instituto incluirá empresários de diversos segmentos, especialmente do agronegócio, com o objetivo de discutir políticas públicas.
Na quarta-feira (16 de setembro), a senadora se reuniu em Brasília com a prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo, também do PP, juntamente com Germino Roz (PSDB).

